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Módulo 4: Estratégias de transição para IPv6 Ferramentas para Trabalhar com IPv6 De muito pouco adianta uma rede sem aplicações para que se possa testar seu funcionamento. O Kame Project, é um projeto responsável pelo desenvolvimento de aplicações IPv6, sendo estas para os mais difirentes sistemas operacionais. As aplicações mais básicas de uma rede, como telnet, FTP e HTTP já estão disponíveis para a maioria dos sistemas operacionais com suporte a IPv6, o que permite que haja testes comparativos de desempenho, neste ponto, entre os dois protocolos. SMTP O protocolo SMTP (Simple Mail Transport Protocol) já foi adaptado para poder trabalhar com o IPv6. O programa que sofreu estas adaptações foi o sendmail. Este programa, nas suas mais recentes versões (8.10.x), já pode utilizar os recursos de uma rede IPv6, caso ela exista. Este programa já trabalha com a idéia de dual-stack, ou seja, quando um programa tenta utilizar uma rede IPv6 utiliza o endereço IPv6 da interface, quando deseja utilizar a rede IPv4, utiliza o endereço IPv4 da interface. Serviço de Nomes para IPv6 O DNS (Domain Name Service), é um serviço importante no que diz respeito a facilidades do uso de aplicações para internet: ele facilita o mapemento de nomes em endereços IP. O DNS trabalha com a idéia de hierarquia para ajudar a mapear os nomes. O nome dos hosts podem vir na forma computador.organizacao.com. O host (computador) existe dentro do domínio organização.com. Existem uma série de servidores de nível superior que indicam qual é o servidor responsável pelo domínio organização.com. Quando alguém requisita o endereço host.organizacao.com, o servidor de nomes superior no qual chegou o pedido repassa-o para o servidor responsável, e esse retorna para o requerinte o endereço IP deste host, na forma de um endereço de 32 bits. Para que este recurso trabalhe com IPv6 algumas alterações terão que serem feitas. O DNS, como é utilizado hoje, foi projetado para trabalhar com endereços de 32 bits, não podendo por isso, retornar endereços de 128 bits. As alterações descritas em [RFC1886] mostram o que deve ser feito para que o DNS possa suportar o IPv6. As alterações podem ser resumidas da seguinte maneira:
Os
servidores de DNS devem ser revisados para localizar ou processar não
apenas endereços IPv4, mas endereços IPv4 e IPv6 (caso existam).
O servidor adaptado para trabalhar com o protocolo HTTP (Hyper Text Transport Protocol), junto com o IPv6, é o Apache. Este programa deve ter um patch aplicado para que ele comece a reconhecer o novo protocolo. Assim como o Sendmail, o Apache pode também trabalhar com dual-stack. Para
a leitura das páginas existe uma versão adaptada para trabalhar
com o IPv6 do Lynx, um browser que trabalha em modo terminal. O FTP (File Transport Protocol) foi um dos primeiros protocolos a serem adaptados para o IPv6. Muitas distribuições de sistemas operacionais já entregam em seus pacotes de atualização para IPv6 um cliente de FTP já adaptado. Como exemplo de servidores já adaptados, pode-se citar o WU-FTP. Este programa possui um patch que faz com que ele comece a trabalhar com o novo protocolo, incluindo tecnologias como dual-stack. TELNET O telnet foi, sem dúvida, uma das principais adaptações, em matéria de ferramentas, para que se pudesse trabalhar com o novo protocolo, o IPv6. Cada sistema opercional se encarregou de produzir o seu próprio telnetd, ou seja, o daemon para funcionar como servidor do cliente telnet, que também é produzido de forma exclusiva para sistema operacional. Atualmente, já existem adaptadas para o IPv6 uma nova safra de programas que têm a mesma finalidade do telnet, como por exemplo o SSH (Security Shell). |
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